O empresário carrega dois papéis ao mesmo tempo: é dono do negócio e, muitas vezes, é a própria força de trabalho que faz o negócio girar. Quando falta um dos dois, a empresa sente na hora.
A primeira frente é a sucessão: o que acontece com a sociedade se um sócio faltar, e como os herdeiros e os sócios remanescentes vão lidar com isso sem conflito. A segunda frente é mais silenciosa: em muitos negócios, o próprio empresário é quem atende o cliente principal, assina os contratos, comanda a operação ou é o rosto da empresa no mercado. Se ele para, mesmo que a empresa continue existindo no papel, a receita para junto.
Sem acordo de sócios financiado, a saída ou perda de um sócio pode travar decisões e gerar disputa entre herdeiros e sócios remanescentes.
Donos de clínicas, escritórios, comércios ou prestadoras de serviço que dependem da presença pessoal do fundador para manter clientes, contratos e relacionamentos.
Dívidas e financiamentos avalizados pelo empresário em nome próprio, que continuam existindo mesmo que ele não esteja mais presente para honrá-las.
Negócios que cresceram rápido, mas nunca formalizaram o que acontece com a gestão e o patrimônio em caso de imprevisto com o fundador.